Agora, com o Outono profundamente afundado em mim, espelha-se a Primavera mágica de 2012… Se houve uma Primavera bem primaveril recentemente foi a deste ano. O mesmo se pode dizer deste Outono, intensamente outonal. Do outro lado do espelho, a estação é alquímica.
De Touro para Escorpião ‘full on’ e a Lua Nova de Novembro, com eclipse total do Sol, num questionamento imperativo :
que elixir se refina agora dentro de ti? onde vais verter a sua primeira gota? há lugar no teu coração para o conservares puro e alerta às feridas que o reclamam?
A Primavera foi uma anunciação e eis chegado o tempo da paixão. Sente-se, verdade?
Em cada um, no tom e ao ritmo da sua melodia única, há partes recônditas que riem e choram o tema do seu mapa natal. Tudo ao mesmo tempo. A mistura é agridoce, e perante tal ambiguidade, no meio da confusão, há quem se entregue, quem jejue e um pouco de tudo pelo meio. Em qualquer dos casos, a coisa agora já é bem presente em carne e osso, o que pressupõe a dupla inextricável prazer/dor, ao vivo e a cores…
Deste outro lado do espelho, é a noite que cresce agora. em escorpião, no segundo acto da estação, come-se a romã do compromisso com o submundo onde há luz a resgatar nas sombras. Brinda-se, com esse sangue oculto do outono, ao renascer de uma vida nova.
Sob o signo de Escorpião inaugurei este texto e mergulhei no estudo de diversos mapas.
Sob o signo de Sagitário e adiante a poesia, segue-se um pouco de ‘free styling astrológico’ que ajuda a pôr as mãos na massa … é um olhar que tudo deixa em aberto, o único modo que faz realmente sentido para mim explorar no presente e que aqui exponho como proposta de uma base para a reflexão subjectiva e individual. As estações dos equinócios, especialmente o Outono, prestam-se à reflexão e meditação. Transição do predomínio do dia para o predomínio da noite. ‘Turn within’…
…para entender que da Primavera para o Outono há um enredo a desenrolar-se cujo próximo capítulo está neste momento oculto, por manifestar, no fundo de cada um de nós. É uma história interior que se vive simultaneamente a um nível exterior, amplificada nos eventos mundanos e sociais a que agora assistimos. Mas voltemo-nos ‘para dentro’ na busca do seu sentido.
«Qualquer sentido interior é um sentido para um sentido»*
[to be continued… fiquem atentos a posts vindouros]
*in Fragmentos de Novalis – selecção, tradução e desenhos de Rui Chafes, Edições Assírio e Alvim, Lisboa (2ª edição)
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